domingo, 30 de novembro de 2008

Casa das amigas


Ontem fui pra casa de duas amigas, espairecer, trocar ideias, sentir-se importante, ao menos para as amizades.

É bom conversar com pessoas que já me conhecem a algum tempo e são capazes ao menos de perceber o quanto eu tenho sofrido.

Elas disseram -me que tenho que ser forte, lutar pela minha felicidade, em primeiro lugar. Que devo pensar no outro sempre em segundo plano.

Só tem um problema nisso. Eu não consigo estar feliz se não estiver de mãos dadas com o meu amor. Se não puder dividir meu mundo com ela. Pelo menos nesse momento, agora, não há como ser feliz.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dor


Queria tanto que essa dor passasse.
Essa que me perturba dia e noite e não me deixa ver graça na vida.
É como se meu coração sangrasse o tempo todo. Feridas abertas.
Essa dor que me tortura, que faz com que tudo seja pequeno envolta de mim.
Não me deixa sorrir, ou encontrar um segundo de paz.
Não me deixa ser livre, ou experimentar algo novo.
Não há como recomeçar assim, se estou cega, gritando de dor.
Não sei o que fazer, o que esperar, como não sentir.
Preciso de ajuda, dos céus ou do inferno.
Tudo que sei é que a dor precisa parar.

Pequenas vitórias


Consegui, mesmo em meio a tantas dores, alguma vitória.

Voltei a andar de bengala... Meu tremor diminuiu... Estou escrevendo melhor...O meu falar está mais inteligível...

São lutas que travei com meu corpo e aos poucos estou vencendo as dificuldades.

Espero vencer também as batalhas com meu coração.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A dífícil arte de esquecer


É tão complicado deixar passar, simplesmente, a pessoa que esteve ao meu lado por 5 anos da minha vida, dividindo tudo, de roupas até o mais importante sonho.

Lembro a cada instante dos nossos momentos, juntas, aliadas para vencer os obstáculos que a vida nos impunha. Formávamos uma boa dupla. Éramos capazes de vencer a mais difícil batalha juntas.

Só perdemos para a doença, a que quer me derrubar. Se ela nos separou, nos venceu. Se ela me venceu, como irei vencê-la? E sozinha?

A minha mente continua a martelar...saudade...dor...tristeza...agonia...desesperança.

Eu quero viver de mãos dadas, não sozinha. Não quero esquecer, quero acrescentar.

Mais saudade


A alegria de saber que você existe faz-me forte para suportar a tristeza de sua ausência. (Anônimo)

Saudade


Como é difícil não ter com quem dividir o mundo.

Tudo repartido por tanto tempo.

Sonhos, segredos, aprendizados.

Gostaria de andar novamente de mãos dadas.

Coração apertado, dolorido, só.

A tristeza me domina, me puxa pra baixo.

Mostra pro mundo a dor da saudade.

Peço aos céus que me traga a Ale...gria.

Pra recompor a minha vida.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Recomeçar



RECOMEÇAR


Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender
a pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?besteira…
tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”
…tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
ir alto…sonhe alto…
queira o melhor do melhor…
queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…
se pensamos pequeno…coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tra nqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente…
esvazie seu coração…
fique pronto para a vida…
para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
afinal de contas… Nós somos o “Amor”…”
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.

Minha nova vida


Hoje mudarei definitivamente pra minha nova casa. Vou morar com a Suzane, amiga, irmã. Colocar minhas coisas no lugar, iniciar. Preciso urgente recomeçar a agir. Iniciar meus planos de vida. Não quero mais perder tempo, me prender ao passado. Quero pensar no futuro, em construir novos alicerces. Preciso reaprender a viver só, depois de 5 anos.
Quero cuidar da minha saúde, firmar o corpo e a mente. Entrar em harmonia com o mundo. Aproveitar meus amigos, sair de balada, fazer farra.
Agora terei que pensar apenas em mim, me refazer, deixar de sofrer.

Amor que destrói


Não sei porque eu ainda amo A., depois de tudo o que aconteceu, de todo o despreso e descaso. Ela está cada dia mais distante, mas meu coração ainda chama por ela, meu corpo ainda deseja o dela, sentir sua pele macia, seu rosto perto do meu. Carinho. Sinto tanta saudade, de partir o coração, mas sei que ela não me quer mais.

Tenho que começar uma nova vida, partir pra outra, deixá-la passar. Criar a minha nova vida trilhando o meu caminho sozinha, sem seu colo pra me confortar e seus afagos para me consolar.

Nós, juntas, virou passado, aquele distante, que é apenas lembrança. Eu, sozinha é o presente, realidade dolorosa, mas certa, concreta.

Não devo nem sonhar, esperar. Devo seguir, sem olhar pra trás. Mandar meu coração se calar, se afogar sozinho em sua dor.

Ela não vai voltar, nunca mais terei aquela mão a me fazer cafuné, aquele olhar mole, e mesmo assim, terei que viver. Sobreviver.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sentimento estranho


Hoje foi o primeiro dia desde o término do meu trelacionamento, que eu não derramei uma lágrima sequer por elas. Ficou um sentimento estranho, como se dentro de mim houvesse um buraco a ser preenchido. Não é uma sensação agradável, a perda, mas não dói como antes. É apenas o nada, o oco.
Dá uma ansiedade, uma necessidade de colocar algo no lugar urgentemente. Só não sei de que maneira irei tapar esse buraco enorme. Trabalho? Estudo? Amigos? Outro relacionamento? Ainda é cedo pra isso, preciso estar melhor de saúde primeiro.
Quero ver a minha vida andar. Já conquistei o uso da minha bengala, agora falta voltar a falar normalmente. Eu tenho pressa. Quero levar uma vida normal, tentar encontrar a felicidade.
Preciso arrancar de dentro de mim a rejeição que elas marcaram em minha estima, buscar a aceitação, a admiração, o orgulho. Deixei os sentimentos que elas tiveram por mim serem os mesmos que eu tive por mim. Não me questionei se estavam erradas, apenas passei a me repugnar também.
Agora tudo pode ser diferente. Eu tenho o vazio, estou em construção e quero ser preenchida apenas com sentimentos positivos, que me ergam.
Devo aprender a me amar o suficiente para que ninguém, jamais, volte a decidir aquilo que penso sobre mim mesma e principalmente determinar o que sou e até onde posso ir.
Essa é uma luta diária, que eu terei de vencer aos poucos, mas também extremamente necessária na conquista da felicidade.

domingo, 23 de novembro de 2008

Minhas coisas!!!


Hoje fui com a minha família até a casa delas pegar as minhas coisas. Eu não subi, ela não desceu. Nos ouvimos, mas não nos vimos. Tão estranho, uma pessoa que viveu um ano com você, ficar escondida no casulo pra não ter que te cumprimentar. Não consigo deixar de imaginar a razão, mas prefiro crer que foi uma maneira de evitar mais sofrimento a todos. Hoje derramei as últimas lágrimas por causa dessa história. Prometi a mim mesma e devo cumprir. Todas as minhas energias devem se voltar para a minha recuperação, para o meu retorno a uma vida normal e saudável, onde possa me estruturar psicológicamente e retomar meu trabalho e estudos o quanto antes.
Dei um grande passo hoje, consegui andar de bengala. O símbolo da minha independência, a garantia da minha liberdade. Fiquei muito feliz.
Depois de pegarmos as minhas coisas, fomos passear no shopping, coisa que não fazia a anos. Tenho sonhado todas as noites com shopping. A época em que trabalhei no shopping foi a parte da minha vida em que fui mais saudável e feliz.
Fizemos compras pra mim, coisas legais que não fazia a anos também e até comi no Mac Donalds. Parece o retorno a uma vida normal.
Hoje foram só vitórias.

Dependência e limitação


Não vejo a hora de pegar minha bengala e tentar andar com ela, me livrar desse andador que limita meus movimentos e me torna totalmente dependente.

Com o andador, não posso carregar nada, pois uso as duas mãos para andar. Isso significa que não sou nem capaz de me servir de comida e levar o meu prato para a mesa, e outras coisas simples que me tornam dependente.

Quero voltar logo a andar de bengala, pegar um ônibus, dar uma volta sozinha, não ter que esperar a boa vontade de ninguém, já que esperar é a coisa que eu mais odeio fazer na minha vida.

Hoje ainda estarei de bengala na mão, resta descobrir se vou conseguir andar com ela. Torçam por mim. Quero me sentir livre novamente e andar com minhas próprias pernas.

Criança


É tão bom ver criança brincando, descobrindo o mundo. Queria voltar a ser criança apenas para ver o mundo assim, colorido, doce, cheio de grandes aventuras. Me sinto velha, apesar de não ter chegado nem aos 30, cansada, desesperançosa com o mundo em que vivemos. Não acredito na bondade humana, na preocupação com o semelhante. Toda a humanidade é mentirosa, manipula situações para proveito próprio e está se destruindo por ganância. Vemos isso de forma global coom a destruição do planeta em que vivemos e também no dia a dia, em qualquer ambiente social, até mesmo, ou principalmente, não sei, na família.
Queria esquecer tudo que aprendi. Ter deixado de tomar a pílula do "matrix" e não ser capaz de ver a realidade. " O que os olhos não vêem o coração não sente". Pena, é tarde demais pra mim.

Frase famosa


"Viver é a coisa mas rara no mundo. Muitas pessoas existem, só isto." Oscar Wilde

Ponto final


Acredito que agora vou conseguir seguir a minha vida e deixá-la partir. Estou dando os primeiros passos de uma nova vida. Retomando as rédeas que havia perdido a algum tempo.
Preciso apenas livrar-me dessa angústia que me atordoa e rouba meu equilíbrio. Quero deixar logo o andador pra retomar a minha independência e voltar a falar normalmente pra poder estudar e trabalhar.
Vou morar com a Suzane, que sempre foi ótima companhia pra mim. Nós crescemos quando estamos juntas.
Quero fazer uma coisa que já a alguns anos não faço. Comprar roupas e sapatos, cortar o cabelo, cuidar de mim.
Preciso aprender a me colocar em primeiro lugar, ser um pouco egoísta.
Vou começar a estudar para o vestibular novamente, usar meu tempo de maneira proveitosa. Quero também levar adiante o projeto de retomada dos trabalhos da minha mãe. Ver até onde posso ir com eles.
Tantos planos, só me resta colocá-los em prática e ir em busca da minha felicidade. Não quero mais sofrer pelo que não tem mais concerto. Vá A. Siga seu caminho que eu seguirei o meu. Estradas diferentes agora. Quem sabe não seremos mais felizes. Só preciso achar um modo de me livrar desse amor que me faz sofrer todo o tempo, mas me empenharei em achar. Boa viagem, aproveite bem o Rio, Sampa e o Pará, use suas asas que é o melhor que você sabe fazer.

sábado, 22 de novembro de 2008

Eu te amo, Chico!


Eu te amo


Chico Buarque


Composição: Tom Jobim / Chico Buarque



Ah, se já perdemos a noção da hora

Se juntos já jogamos tudo fora

Me conta agora como hei de partir


Ah, se ao te conhecer

Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios

e diz pra onde é que inda posso ir


Se nós nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas

Diz com que pernas eu devo seguir


Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração

Meu sangue errou de veia e se perdeu


Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido

E o meu sapato inda pisa no teu


Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios ainda estão nas minhas mãos

Me explica com que cara eu vou sair


Não, acho que estás te fazendo de tonta

Te dei meus olhos pra tomares conta

Agora conta como hei de partir.

Insônia


Noite quente, quase sem vento. O barulho de carros passando na avenida. Vida noturna, ardente, diferente. Quem não perdeu uma noite de sono e experimentou a sensação?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Doença Maldita!!!!


Hoje estou com saudade, coração bate apertado, uma angústia no peito. As lágrimas rolam pela face a todo o momento. Não tenho perspectiva de futuro. Não consigo me ver fazendo nada amanhã, por isso penso tanto na morte. Nós, pobres seres mortais, não somos capazes de viver sem um objetivo. Por isso acredito não ter vida. Eu vegeto.
As minhas limitações físicas dificultam atividades que me dariam prazer. Passo a maior parte do meu tempo deitada na cama ou em uma cadeira, me contorcendo de dor e esperando o tempo passar. Tudo o que está na minha rotina de quatro paredes se refere ao meu sofrimento físico e psicológico. Não há nada de novo para se ver, nem pra se falar, além da infeliz doença.
Esse cenário degradante que forra o palco da minha vida afasta as pessoas, elas não querem ouvir falar de infortúnios, doenças, problemas. Elas só querem que ouçam os seus. Perdi quase todos a minha volta, e sabe de quem é a culpa? Nem os mais avançados exames da medicina puderam determinar.
Doença maldita!!!

Solidão


Passo a maior parte do tempo sozinha e até que sinto prazer em ter apenas eu como companhia. Gostamos de fazer as mesmas coisas sempre e juntas. Quase nunca brigamos, mas quando acontece, a coisa é realmente feia, eu e eu demoramos a entrar em acordo. Num desses dias de inimizade, cheguei a fazer aquilo que não queria, querendo. Foi incrível.

Eu e minha consciência no momento estamos em paz. Isso é o que importa.

Pastas da minha mãe


Hoje eu acabei de digitar um trabalho que a minha mãe fez a quase 20 anos. Fala sobre análise morfológica através do método montessoriano. Mexer naquele material, com a letra dela, os desenhos todos a mão, me fazem sentir mais perto dela. Ela faleceu a 15 anos de problemas pulmonares e deixou-me um grande material de pesquisa sobre a aplicação do método montessoriano.
É incrivel ver como a didática usada no ensino é essencial para a compreenção da criança.

"A inteligência da criança observa amando e não com indiferença, isso é o que faz ver o invisível."
Maria Montessori